quarta-feira, dezembro 3

PARTIR... ANDAR...




Partir, andar, eis que chega, é essa velha hora tão sonhada...
Nas noites de velas acesas, no clarear da madrugada...
Só uma estrela anunciando o fim, sobre o mar, sobre a calçada...
E nada mais te prende aqui!
Dinheiro, grades ou palavras...
Partir, andar, eis que chega...
Não há como deter a alvorada!
Pra dizer, um bilhete sobre a mesa...
Pra se mandar, o pé na estrada...
Tantas mentiras e no fim...
Faltava só uma palavra...Faltava quase sempre um sim...
Agora já não falta nada...
Eu não quis, te fazer infeliz, não quis...
Por tanto não querer, talvez fiz. (Herbert Vianna)