quarta-feira, dezembro 3

PARTIR... ANDAR...




Partir, andar, eis que chega, é essa velha hora tão sonhada...
Nas noites de velas acesas, no clarear da madrugada...
Só uma estrela anunciando o fim, sobre o mar, sobre a calçada...
E nada mais te prende aqui!
Dinheiro, grades ou palavras...
Partir, andar, eis que chega...
Não há como deter a alvorada!
Pra dizer, um bilhete sobre a mesa...
Pra se mandar, o pé na estrada...
Tantas mentiras e no fim...
Faltava só uma palavra...Faltava quase sempre um sim...
Agora já não falta nada...
Eu não quis, te fazer infeliz, não quis...
Por tanto não querer, talvez fiz. (Herbert Vianna)

segunda-feira, novembro 10

SEM VOCÊ...

"essa canção eu escrevi a alguns anos e resolvi publicar..."

FOI TÃO POUCO E TÃO PEQUENO,
O MOMENTO EM QUE FICAMOS JUNTOS,
MAS SEI QUE JAMAIS PERDEMOS A LIBERDADE DE VIVER...
CONSTRUIMOS O NOSSO MUNDO E NÃO DEIXAMOS DE QUERER...
E AGORA QUE ESTAMOS DISTANTES,
NADA MAIS RESTA DO QUE LEMBRAR...
NÃO PERDEMOS O NOSSO AMOR QUE FICOU ESCRITO NA NOSSA HISTÓRIA...

FOI TÃO POUCO E TÃO PEQUENO,
EM CADA NOITE DE OLHAR...
MAS DEIXAMOS EM CADA TOQUE A LEMBRANÇA DE CADA UM...
É FORTE O CHEIRO , MAS É SAUDADE,
É FORTE O CALOR , MAS É VIAGEM,
E É ISSO QUE FAZ O NOSSO AMOR AINDA VIVER...
E RESPIRAR.......

SONHANDO COM VOCÊ....
E MESMO SEM VOCÊ...
COM VOCÊ....
EU ESTOU AQUI...
QUERENDO TE VER...
E É ASSIM O MEU MOMENTO,
GUARDADO E SEM VOCÊ.
MAS ACREDITO NOS PEDACINHOS QUE VOCE DEIXOU... (Zezão)

RECORDARÁS...

Mesmo que não queiras,
dos meus loucos beijos,
e dos meus doces abraços.
Recordarás,
do quanto que te quis,
E do quanto eu me entreguei em um sonho tão feliz.
Recordarás,
com saudades e dores,
com o pensamento no espaço,
mesmo que depois, outros amores vibrem nos teus braços.
E na noite solitária
da tortura dos desejos,
sonharás com a minha volta
imaginando os meus passos.
Então verás que bem maior que o teu amor,
certamente encontrarei
e duvido eu,
creio eu,
quem te ame mais do que eu te amei...

quinta-feira, novembro 6

DEVEMOS VIVER O NOSSO GRANDE AMOR?

Esse é o grande problema. Como saber que o amor que estamos vivendo será, ou não, aquele que poderá vir a ser o grande amor de nossa vida. Não sabemos. Temos então que vivê-lo, para sabê-lo.

Dizem que o verdadeiro amor passa apenas uma vez pela nossa vida. Temos que identificá-lo, conquistá-lo e segurá-lo. Tarefa fácil? Talvez. Complicada, certamente é.

Muitas vezes por algumas razões, não o identificamos. Coisas da vida.

Muitas vezes, deixamos escapar, devido algumas divergências na maneira de pensar, ou então questões que surgem durante um relacionamento, e que acabam por terminá-lo. Eventualmente por coisas que as vezes sobrepomos ao amor, como orgulho, ciúme, ou até mesmo por questões profissionais. Sempre conseguimos complicar nossa vida.

Existem algumas pessoas que ficam esperando o amor acontecer, e nessa espera, deixam de viver a vida, deixando-se placidamente embalar pelos sonhos daquele "alguém" que um dia surgirá.

Então apenas ficam apreciando a vida passar. Algumas vezes o amor está ao lado, mas, imersa em sonhos, não o vê. E deixa a vida prosseguir seu rumo.

Também acontece de se amar alguém, e esse alguém não retribuir ao sentimento. Nesse caso, há que se parar para pensar. Amar sem ser amado é complicado. Como fazer? Queimar todos os cartuchos para tentar a conquista da pessoa amada, ou procurar se afastar para sofrer menos, e voltar à busca? Penso que a segunda hipótese é mais viável, pois se aquele alguém a quem amamos, não nos ama, insistir para que? Será algo como uma espécie de masoquismo. Mesmo que se pense na possibilidade de não mais amar outro alguém, sempre poderá continuar vivendo e ter outros amores.

Por outro lado, existem pessoas que sempre partem em busca do amor, e vivem amores. Estão sempre amando, sem jamais amarem de fato. Muitas vezes são muito amadas, mas não conseguem sentir a chama do amor. Vão vivendo, algumas vezes destruindo ilusões, tendo seus casos de amor, sem jamais provarem, do gosto de amar alguém, aquele amor forte, sentido. Isso sempre deixa uma certa frustração interior. Afinal é preciso conhecer o que é amor, é preciso sentir aquele calor que o amor sempre provoca naqueles que se amam de verdade, faz falta viver aquela gostosa sensação de saber que essa coisa chamada amor existe, e é real.

Muitas vezes, quando esse amor surge, forte, palpável, consciente, não pode ser vivido em sua real plenitude. Pela experiência adquirida através dos muitos amores vividos, ou melhor, das muitas aventuras amorosas vividas em busca desse amor, pode-se sentir que finalmente foi encontrado esse amor tão intensamente procurado e jamais vivido.

Identifica-se o amor. Tem-se a certeza do sentimento. Mas existem impedimentos. Por vezes, outros compromissos, ou então por razões profissionais. Uma vida já estabilizada.

Forma-se um terrível conflito. Manda-se tudo para o espaço para viver a Grande Aventura? Tenta-se conciliar as coisas? São decisões que tem de ser muito bem ponderadas. Há que se pensar muito para se chegar a conclusões. O ideal é conciliar tudo. O amor descoberto, e a vida que se leva. Nem sempre é possível, contudo.

É preciso que haja muito compreensão, pois são passos que decidem uma vida. Aliás, uma só não, são algumas vidas, e qualquer atitude vai exigir muita ponderação.

O amor sempre deve ser vivido. Não se pode deixá-lo escapar sem provar de seu doce sabor. Encontrado, tem que ser saboreado, ainda que com gosto de pecado.

Afinal, há que se justificar nossa passagem pelo mundo. Amando é uma das maneiras mais gratificantes que existe.

sexta-feira, janeiro 25

A DESPEDIDA...

"Pessoal, esse texto da Martha Medeiros é maravilhoso... e resolvi publicar"

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
(Martha Medeiros)